RECONHECIMENTO - Em busca do pai
O Paraná é o terceiro Estado com maior número de reconhecimentos espontâneos de paternidade do País. Desde o lançamento do projeto Pai Presente, da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), em 2010, foram 2.652 casos confirmados. Fica atrás apenas de São Paulo (5.490) e do Ceará (3.681).
Em todo o País, 17.963 crianças, jovens e adultos que não possuíam o nome do pai na certidão de nascimento foram reconhecidos. O programa é realizado em parceria com os tribunais de Justiça de todo o País. O reconhecimento pode ser espontâneo, por meio de audiências com as mães, exames de DNA ou processos judiciais.
Balanço divulgado pelo órgão aponta que mais de 22,8 mil audiências entre mães, filhos e supostos pais foram realizadas desde 2010. O Pai Presente estabelece um conjunto de medidas, que devem ser adotadas pelos juízes, para identificar os pais e garantir o registro.
Uma das ações da corregedoria foi distribuir aos tribunais dados acerca dos estudantes que não informaram o nome do pai no Censo Escolar 2009, para que os magistrados tentem localizar as famílias e identificar o suposto pai. Desde então, mais de 219 mil mães foram notificadas. Pelo menos 12,4 mil exames de DNA foram feitos e 26 mil ações de investigação de paternidade foram abertas. No Paraná, 187.084 alunos não haviam declarado o nome do pai no Censo.
● A iniciativa do CNJ facilita ainda o reconhecimento tardio, uma vez que permite que mães, pais e filhos iniciem o reconhecimento de paternidade em qualquer cartório de registro civil
● Além de ser responsável por definir nossas características físicas, o DNA também serve como uma impressão digital, sendo que apenas 1% do DNA varia de um indivíduo para o outro
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





