O Ministério Público do Paraná voltou a “pressionar” a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) para que intensifique a fiscalização sobre o cumprimento de uma série de medidas sanitárias de prevenção à transmissão do novo coronavírus (Covid-19) nos terminais urbanos e nos veículos do transporte coletivo. O objetivo é tentar reduzir o fluxo de pessoas de modo a evitar um distanciamento menor do que 1,5 metro nos terminais.

Imagem ilustrativa da imagem Recomendação do MPPR cobra normas sanitárias no transporte coletivo
| Foto: Gustavo Carneiro-7/05/20

Na noite desta sexta-feira (5), os pedidos sobre os cuidados foram reforçados em uma recomendação administrativa emitida um mês depois que o MPPR decidiu notificar a Companhia e as empresas responsáveis pelo transporte coletivo sobre o mesmo tema. A recomendação, assinada pelos promotores responsáveis pelas promotorias de defesa da saúde pública e do consumidor, Susana de Lacerda e Miguel Sogaiar, respectivamente, pede que a Companhia intensifique a fiscalização e promova adequações nos horários dos ônibus de modo a evitar aglomerações. Cabe à Companhia, também, averiguar a utilização de máscaras pelos funcionários e se as concessionárias estão controlando a lotação dos veículos em até 50% da capacidade em trajetos de até 30 minutos ou 15 quilômetros e 25% nas demais.

Desde o início da pandemia, o fluxo de passageiros em Londrina, que girava em torno de 120 mil pessoas por dia, caiu exponencialmente. Procurada, a diretoria da CMTU disse que recebeu o documento “que está sendo objeto de análise”, diz.

A reportagem entrou em contato com as assessorias de comunicação das empresas do transporte coletivo na noite desta sexta-feira. A Londrisul reforçou que mantém funcionários na limpeza dos ônibus diariamente, tanto no Terminal Central quanto nos terminais dos bairros. A TCGL não se manifestou até o fechamento da edição.

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