São Paulo - Um prédio abandonado na zona norte do Rio abriga cerca de 17 toneladas de lixo químico de um remédio que levou à morte pelo menos 16 pessoas há cinco anos. O produto oferece risco à população, segundo a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio.
  O governo do Rio começou a recolher ontem parte do lixo químico, que está no pátio do prédio, no bairro do Jacaré (zona norte). O material, segundo a secretaria, será incinerado, e o local, esvaziado até a próxima sexta-feira.
  O material pertencia ao laboratório Enila, que funcionava no prédio hoje desativado e teve falência decretada em 2003. Meses antes, 20 pessoas morreram após usar o medicamento Celobar, fabricado pelo Enila. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) constatou que, em um lote do produto, havia sido incluído sulfato de bário, usado em veneno de rato, no lugar de sulfato de vário, princípio ativo do Celobar.
  A secretária estadual do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, que acompanhou a retirada, afirmou que a operação não ofereceu risco à população. Disse, contudo, que os moradores da área estavam expostos a possível contaminação com o lixo, que estava no pátio do prédio abandonado.

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