Cerca de 150 mil pessoas vivem hoje da reciclagem de latas de alumínio no Brasil, segundo as estimativas disponíveis. São cerca de 100 mil coletores e 48 mil pessoas que trabalham em 6 mil empresas, entre ferro-velho e depósitos, que fazem o processamento das latas. No ano passado a cadeia de reciclagem movimentou em torno de R$ 650 milhões, com o reaproveitamento de 7,4 bilhões de latas, ou 103 mil toneladas de alumínio - um índice de 78%.
O porcentual é bastante significativo, considerando-se que a reciclagem de latas de alumínio no País tem apenas dez anos. Em 1990 foram recicladas 3,548 mil toneladas. Em 1995, o volume já chegava a 31 mil toneladas, ou 2,1 bilhões de latas.
De acordo com o gerente de marketing-reciclagem da Alcan, Elder Rondelli, a consciência ecológica e o apelo econômico do produto têm contribuído para o desempenho do setor. ''Hoje encontramos pontos de coleta em clubes, condomínios residenciais e supermercados, o que facilita bastante o recolhimento das latas'', afirma.
Os centros de reciclagem da Alcan, Tomra Latasa e da Recipar, que juntas têm capacidade para reciclar 200 mil toneladas por ano, ocupam diretamente 2 mil pessoas. ''Se pensarmos que cada coletor pega entre 80 e 90 quilos de latas por mês, o equivalente a 595 latas, essa pessoa terá uma renda de um salário mínimo'', avalia Rondelli.
O preço médio pago por um quilo de latas de alumínio soltas coletadas na rua gira em torno de R$ 1,80, ou R$ 1,8 mil a tonelada. O ferro velho ou depósito que compra esse material vende por R$ 2,10 o quilo, ou R$ 2,1 mil a tonelada para depósitos que fazem uma separação e limpeza inicial das latas. Os depósitos, por sua vez, revendem o material por R$ 2,60 o quilo ou R$ 2,6 mil a tonelada para as empresas que fazem a reciclagem do material, transformando-o em matéria-prima para produção de alumínio.
O preço médio do quilo de alumínio é 35 vezes maior do que o mesmo volume de vidro, 30 vezes o equivalente em latas de aço e ainda oito vezes o que se paga hoje pelo quilo de embalagens PET.
Empresários e especialistas de todo o mundo se reúnem em São Paulo, nos dias 24 e 25 de outubro, durante o 6º Seminário Internacional de Reciclagem do Alumínio para discutir a situação do setor.

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