A coleta seletiva em Londrina começou em 1996, abrangendo apenas 5% da área urbana, e era realizada por uma frente de trabalho. Em 2001 a Prefeitura foi obrigada a cumprir um Termo de Compromisso e Ajustamento imposto pelo Ministério Público para a retirada de ''garimpeiros'' do aterro sanitário localizado na Estrada do Limoeiro (Zona Leste) e os cadastrou para realizar a coleta seletiva.
Mais de 400 coletores de recicláveis se inscreveram junto a CMTU divididos em 33 associações. Em julho de 2002, cerca de 20 dessas associações se uniram para criar a a Central de Pesagem e Vendas (Cepeve), que realizava a comercialização conjunta do material.
Em 2007, com uma crise provocada pelos baixos valores pagos pelo material coletado, a Cepeve solicitou apoio da Prefeitura para custear parte de suas despesas. A Prefeitura afirmou que um levantamento mostrou que a maioria das ONGs não cumpria os requisitos legais para firmarem parcerias ou contratos com o poder público.
Em setembro de 2009 foi fundada a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Coopersil) e que se tornou responsável por parte da coleta na cidade. Houve pressão por parte da prefeitura para que os catadores da Cepeve, que realizava a coleta seletiva em grande parte do município, integrassem a nova cooperativa, em mais um capítulo dessa novela.
Em algumas oportunidades, a CMTU alegou que a cooperativa não apresentou a documentação necessária para o firmamento do acordo. Já a presidente da Coocepeve, Sandra Araújo Barroso, afirmou que a Companhia dificultara o fechamento do contrato. O impasse foi parar na Câmara de Vereadores, mas a CMTU manteve o pregão aberto. A advogada da Coocepeve entrou com um pedido de impugnação do processo na CMTU, mas a solicitação foi indeferida, e a Ecosystem tornou-se a responsável pela coleta do material reciclável. (V.O.)

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