Londrina – Um grupo de recicladores da Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve) esteve ontem na Companhia Municipal de Transporte e Urbanização de Londrina (CMTU) questionando o atraso nos repasses a cooperativa.
De acordo com o Marco Aurélio Silva, coordenador de um dos barracões da Coocepeve, a falta do repasse vem desde abril. "Pagamos o aluguel com o dinheiro das nossa vendas, mas as contas de água e luz ficaram para trás. Queremos saber se há irregularidades. Onde está a prestação de contas?", cobrou Silva.
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, informou que foi comprovado, através de extratos, o repasse de R$ 159.750 no dia 18 de abril à Coocepeve. "Explicamos aos recicladores que eles têm o direito de cobrar da diretoria da cooperativa a comprovação desses valores", ressaltou o diretor.
A CMTU apura denúncias de irregularidades por parte de recicladores contra a diretoria da Coocepeve. Gilmar Domingues não quis adiantar quais são os problemas, mas confirmou que os denunciantes já foram ouvidos e agora a CMTU aguarda a explicação dos diretores da cooperativa.
"Encaminhamos uma notificação com sete itens e não fomos respondidos. Hoje (ontem) reencaminhamos novamente e a direção tem cinco dias para nos responder", colocou Domingues. De acordo com o diretor, ainda é precoce adiantar se estas irregularidades podem provocar o rompimento do contrato da Coocepeve.
"Acredito que os problemas são sanáveis, mas dependendo da resposta da notificação o repasse do mês de maio pode não acontecer", frisou.
A reportagem não conseguiu contato com a diretoria da Coocepeve ontem.

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