Recicladores protestam por atraso em repasses
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Integrantes da Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve) protestaram ontem contra atrasos nos repasses dos subsídios da coleta seletiva. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estava com duas parcelas atrasadas, que somadas totalizavam R$ 104 mil.
A Prefeitura subsidia parte do serviço de reciclagem com repasses dos aluguéis dos barracões, recolhimento e triagem e depósito do fundo de garantia dos trabalhadores. Para a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região) são depositados R$ 193 mil por mês. A Cooperativa Regional de Coleta Seletiva da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon) recebe R$ 171 mil mensais. Já para a Coocepeve, o valor é de R$ 52 mil.
O coordenador da Coocepeve, Marco Aurélio de Freitas Silva, alegou que os atrasos trouxeram complicações para os catadores, que alugam nove barracões. ''A gente está pensando até em voltar para os fundos de vale porque isso é humilhante. Estamos sendo cobrados todas as semanas pelos donos dos barracões que alugamos, somos ameaçados de despejo constantemente, de processo judicial'', criticou.
A CMTU atendeu o apelo do grupo e depositou no final da tarde de ontem parte do subsídio, pouco mais de R$ 49,6 mil. ''Havia discrepância com relação a documentação dessa cooperativa, questões documentais sobre o INSS dos cooperados'', limitou-se a dizer o diretor administrativo-financeiro da CMTU, Alexander Farias Fermino. Outro problema era a falta de recursos - a Prefeitura estava com um rombo de R$ 49 milhões no caixa.
O restante do recurso só deve ser depositado a partir do dia 5. ''É quando efetivamente os recursos obtidos com o Profis (Programa de Regularização Fiscal) estarão consolidados e à disposição'', explicou.
A CMTU também efetuou ontem os depósitos para a Cooper Região e Cooprelon. Os valores pagos representaram 60% dos contratualizados.


