Londres, 09 (AE) - A Economist Intelligence Unit (EIU), empresa britânica de análises econômicas ligada à revista The Economist, diz em seu último relatório "Global Forecast", divulgado hoje (09), que a recessão no Brasil, causada pela desvalorização do real, não será tão acentuada como havia sido previsto alguns meses atrás.
Em análises anteriores, a EIU afirmava que a economia brasileira poderia enfrentar uma recessão semelhante à que afetou os países asiáticos nos últimos dois anos. Essa previsão, segundo a EIU, "se mostrou muito pessimista". Agora, a previsão é de que o Brasil terá uma recessão moderada.
Mas a EIU se diz preocupada com as perspectivas de longo prazo da economia brasileira. "Sem o temor de uma crise iminente, a possibilidade da adoção de reformas fiscais duradouras diminuíram", diz o relatório. A EIU ressalta também que os efeitos da desvalorização do real sobre a economia América Latina foram relativamente pequenos.
Segundo a empresa britânica, a economia mundial está se recuperando da crises econômicas que atingiram a ásia, Rússia e América Latina nos últimos dois anos. Essa recuperação está acontecendo de forma sincronizada em diferentes partes do mundo. Robin Bew, economista-chefe da EIU, diz que "o ritmo da recuperação é superior ao previsto há três meses, pois o crescimento da economia mundial neste ano será em média de 2,9% e no ano que vem atingirá 3,3%.
No ano 2002, o crescimento global deverá atingir o mesmo patamar que era registrado antes da crise na ásia. A EIU alerta, no entanto, que ainda existem riscos para e economia global, "embora eles agora estejam mais balanceados em diferentes regiões". Nos países emergentes asiáticos, por exemplo, a recuperação econômica poderá ser mais acelerada do que é previsto - "embora isso não signifique as perspectivas para o longo prazo tenham melhorado".
Já o atual crescimento econômico nos Estados Unidos "poderá se traduzir numa crise econômica em 2000 ou 2001 , que poderá prejudicar a economia global." (A previsão da EIU é de que a economia da AL registre uma taxa de "crescimento" de -0,6% neste ano. Já no ano 2000 a economia latino-americana deverá crescer 3,4%).

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