Recessão e otimização reduzem preço do aluguel comercial em SP
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quinta-feira, 18 de março de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 19 (AE) - Recessão, otimização de custos nas empresas e desocupação antecipada dos imóveis têm sido as principais causas da queda do preço dos aluguéis comerciais na cidade de São Paulo. A avaliação é Hubert Gebara, diretor da Hubert Imóveis, empresa que realiza mensalmente pesquisa na área imobiliária. Segundo levantamento da Hubert, nos últimos 12 meses, de março de 98 a fevereiro de 99, o valor do aluguel comercial já caiu 14,13%, contra uma inflação de 5,15%, segundo o IGP-M, no período.
De acordo com Gebara, também pesa para a queda dos preços o fato de algumas empresas estarem reduzindo o seu espaço físico, enquanto que outras vêm optando por se instalar em cidades próximas à capital para diminuir custos com impostos. Ele cita o exemplo da cobrança do INSS, que em São Paulo está em torno de 5% e em cidades menores varia entre 0,5% e 1,5%. "Isso tudo aumenta a oferta de imóveis e, consequentemente, reduz o preço dos aluguéis", explica Gebara.
Além disso, acrescenta ele, o número de prédios comerciais concluídos no último ano também caiu. "O boom de lançamentos nas avenidas Faria Lima, Paulista e Luiz Carlos Berrini acabou", diz Gebara. Segundo ele, as construtoras estão priorizando agora escritórios pequenos ou flats que oferecem num mesmo espaço opção para moradia e trabalho.
A inadimplência na locação comercial também está crescendo e, atualmente, está entre 10% e 15% na capital paulista. Há três anos, lembra Gebara, de cada 10 ações de despejo, oito se referiam a imóveis residenciais. Hoje, segundo ele, essa relação já está meio a meio. "Isso é consequência direta da recessão que o País atravessa", diz ele.


