Receptador guardava armas e munição em apartamento
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
A Polícia Federal do Rio de Janeiro apreendeu na quinta-feira grande quantidade de munição e três armas no apartamento de Alexandre Rocha da Fonseca, 32 anos, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele seria o receptador da carga de armamento pesado, explosivos e granadas apreendida com o londrinense César Sinigalha Alvares, 33 anos, no sábado passado. Alvares transportava a carga de Rolândia, onde mora, para o Rio de Janeiro, no bagageiro do ônibus 6.616 da Viação Garcia. Ambos estão presos no presídio Ary Franco, no Rio.
Os agentes federais do Rio apreenderam no apartamento de Fonseca dois rifles, calibre 38, um revólver calibre 38, 25 caixas de munição intactas de diversos calibres, equipamento para fabricação e recarga de munição, 1.780 cápsulas, uma balança, uma prensa de bancada, 7.030 espoletas, 27 embalagens de pólvora, um quilo de pólvora. O apartamento fica no Meyer, zona norte do Rio.
O delegado Marcelo Nogueira, da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários da Superintendência da Polícia Federal do Rio, onde o inquérito foi instaurado, emitiu um ofício ao Ministério do Exército para saber se Fonseca tinha autorização para fazer a recarga de munição e portar as armas. A assessoria de comunicação da PF do Rio adiantou que, por se tratar de área residencial, Fonseca não teria a autorização.
Na próxima semana, o delegado Nogueira irá fazer uma acareação entre Alexandre Rocha da Fonseca e César Sinigalha Alvares. O primeiro é diretor de Clube de Tiro Magnum 44, no Rio, e o segundo é presidente de Clube de Tiro de Apucarana e mantinha a sede na zona oeste de Londrina, onde foi apreendida grande quantidade de munição e de armamento pesado na última terça-feira.
Alexandre Rocha da Fonseca iria receber o carregamento bélico transportado por Alvares na Rodoviária Novo Rio.
Todos os indícios são de que Alvares e Fonseca fazem parte de um esquema de venda de armas para o crime organizado no Rio. Ambos podem pegar de 2 a 4 anos por transporte ilegal de armas e de 2 a 4 anos por contrabando, já que muitas das armas são de fabricação estrangeira. A PF investiga nomes de possíveis fornecedores e compradores de Alvares.


