Os 37 inscritos para o processo seletivo que prevê a contratação de 18 médicos para atuar na saúde pública do município de Londrina, fizeram as provas na manhã de ontem, das 9h ao meio dia, na Vila da Saúde (Região Central). A maioria dos candidatos era recém-formados em busca de oportunidade de emprego em Londrina. Por volta das 11 horas, boa parte já havia terminado a prova, que contou com 25 questões específicas.
''Não achei a prova nem tão fácil e nem tão difícil. Foi um nível mediano. Deu para fazer tranquilamente'', avaliou Larissa Lopes Sanitá, candidata a uma vaga na área de clínica geral para atuar em internação domiciliar. Recém-formada, Larissa - que é de Londrina - está atuando em Joinvile (SC), mas gostaria de voltar para a cidade, apesar de considerar os salários oferecidos baixos.
A situação de Guilherme Ogawa é parecida. Formado em 2010 pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), está atuando em Bombinhas (SC). Fez o concurso em Londrina com a intenção de voltar para a cidade. ''A prova foi curta e, apesar de algumas questões confusas, fiz com tranquilidade. Agora é só esperar.''
A expectativa é que os aprovados estejam trabalhando até o dia 8 de fevereiro. Os salários variam de R$ 3.058,68 a R$ 6.676,90 para carga horária semanal de 20 a 40 horas.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, serão contratados sete médicos para o Programa Saúde da Família (PSF); dois para internação domiciliar; um dermatologista para a Policlínica e cinco médicos reguladores intervencionistas, em urgência e emergência, para atuar no SAMU. Há vaga para médico regulador auditor e uma para pneumologista, mas não houve inscritos.
A falta de médico, que acarreta longo tempo de espera por atendimento, é uma das maiores reclamações dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade.
De acordo com o secretário de saúde, Márcio Nishida, embora o concurso não tenha o objetivo de reduzir o tempo de espera nos postos de saúde, as contratações podem ter reflexo nesse sentido. ''Vai refletir em todo o sistema de saúde'', afirmou ele. Referindo-se à pré-avaliação feita antes da consulta médica, o secretário ressaltou que em unidades como o Pronto Atendimento Municipal (PAM) ninguém fica mais de duas horas sem ser atendido.
As contratações, na opinião do secretário, vão reforçar o trabalho das equipes das áreas abrangidas pelo concurso. Ele destacou a importância de mais profissionais para internação domiciliar e médicos do PSF.''

mockup