Recém-contratados mantêm atividade no INSS
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A grande quantidade de estagiários e de servidores recém-contratados no posto do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) do Jardim Shangri-lá, em Londrina, está criando uma situação inusitada. Segundo o diretor-presidente do Sindicato dos Servidores Federais de Saúde no Paraná (Sindiprevs), Lincoln Silva, apesar de afirmar oficialmente a posição de greve, que completa 27 dias, o atendimento no posto é praticamente normal.
Na pauta de reivindicações do Sindiprevs constam reajuste salarial mínimo de 50% e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). De acordo com Silva, a revisão do PCCS toca na particularidade apresentada pelo posto do INSS do Shangri-lá: o número excessivo de estagiários em serviço. ''Além dos estagiários, os funcionários recém-contratados mantinham o serviço praticamente normalizado no posto, por temerem avaliações negativas da chefia durante o período de estágio probatório'', explicou Silva.
Segundo informações do Sindiprevs, entre os funcionários com mais de um ano no cargo, a adesão à greve fica entre 70% e 80% na gerência executiva de Londrina. Na segunda-feira passada, uma reunião foi realizada entre as chefias dos postos da regional de Londrina. ''Cobramos uma posição definitiva dos servidores. Ou entram em greve ou atendem à população normalmente, assumindo os riscos por eventuais danos materiais ao INSS. Do jeito que estava, atrapalhava a greve e não ajudava o povo'', analisou Silva.
Segundo a chefe de serviço de benefício da gerência, Cristina Mello, alguns atendimentos estão sendo feitos ''não por causa dos estagiários, mas por causa de funcionários que não aderiram à greve''. Segundo ela, os funcionários estão desbloqueando pagamentos e dando entrada em processos de auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte. ''Nestes casos, o usuário não tem outra fonte para receber o benefício. Uma pessoa que quer se aposentar, por exemplo, pode aguardar porque está trabalhando e não vai ficar sem receber'', disse.
Hoje, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em greve desde o dia 20 de abril, fazem uma plenária estadual, em Curitiba, para escolher os representantes que participarão da plenária da Federação Nacional dos Servidores da Previdência, em Brasília, no domingo.
Segundo a diretora do Sindicato dos Servidores da Previdência Social (Sindiprevs), Jaqueline Mendes de Gusmão, a plenária em Brasília servirá para discutir os rumos do movimento, já que o governo federal deu um ultimato para que os servidores voltem ao trabalho até o dia 20 de maio, quando está marcada audiência com o ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Jaqueline afirmou que além da reposição salarial, os servidores exigem isonomia no reajuste entre ativos e aposentados, realização de concurso público e revisão no plano de carreira. Os funcionários do INSS haviam feito uma paralisação de advertência nos dias 23 e 24 de março, mas como não houve acordo, decidiram pela greve.(Colaboraram Chiara Papali e Andréa Lombardo)


