Receita reforça posto de atendimento em SP após tumulto
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Cláudia Bredarioli 
São Paulo, 29 (AE) - Depois de registrar uma porta quebrada, público e seguranças com ferimentos leves, presença da polícia e revolta de mais de mil contribuintes, a Receita Federal arranjou uma solução paliativa para a situação insustentável que tomou conta da Central de Atendimento ao Contribuinte no Pacaembu, região central de São Paulo, na terça-feira. Foram chamados sete funcionários de outras unidades
incluindo do interior do Estado, para suprir o posto que, nesta época de festas de fim de ano, tem a equipe reduzida, mas a quantidade de pessoas que busca o serviço mantida.
O deslocamento deve continuar em prática até meados de janeiro. Depois do incidente, ontem pelo menos, a fila quilométrica que há anos rodeia o prédio diariamente havia desaparecido. Pouca gente aguardava do lado de fora, mas as salas de espera estavam lotadas.
Em períodos normais, há 18 funcionários para receber o público no posto. Por dia, na central do Pacaembu são atendidas mais de 700 pessoas, em especial, para conseguir o registro do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), para abertura de empresa ou para fazer alterações no contrato social. As primeiras senhas começam a ser distribuídas às 6 horas, mas, em geral, desde a noite anterior há gente esperando ou guardando lugar para outros na fila. Mesmo assim, muitos perdem tempo em vão e têm de retornar no dia seguinte.
Uma solução que, a partir de meados de 2000, poderá reduzir a fila é a formação de parcerias. Funciona atualmente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com a Associação Comercial de São Paulo, onde o empresário passa por uma triagem, agenda seu horário de atendimento e não precisa ficar na fila na porta da Receita. Novos acordos vão ser firmados a partir de janeiro, com o objetivo de atender até 50% da demanda por intermédio dos parceiros.
O superintendente-adjunto da Receita Federal no Estado de São Paulo, Flávio Huttner, acrescenta que a intenção é ampliar os serviços oferecidos na Internet, para reduzir o número de pessoas no local. Ele explica que, há menos de dois anos, no total, a Receita atendia no Estado média de 3 mil pessoas por dia. Atualmente, em torno de 8,5 mil contribuintes buscam o órgão federal diariamente. O Estado é responsável por quase 50% da arrecadação nacional.
Há cinco meses a central do Pacaembu passou por reestruturação de layout e instalação de software de gestão interna. "Antes havia só uma impressora para todos os atendentes", conta o chefe do posto, Ricardo Suzuki.


