São Paulo, 09 (AE) - O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal de São Paulo, Marcelo Escobar, disse hoje que está à disposição da CPI do Narcotráfico para explicar como armas, drogas e contrabando podem entrar no País. "A explicação é simples: 98% de toda a carga que entra no Brasil não sofre fiscalização, por conta de três instruções normativas da Receita Federal, baixadas em 1996 e 1998", disse Escobar, que comandou uma manifestação de fiscais em greve, na frente do prédio do Ministério da Fazenda, em São Paulo. Essas normas, segundo ele, criaram o sistema de fiscalização de cargas por amostragem e tiraram a autonomia dos fiscais para conferir conteúdos. "Os fiscais já não fazem nem a conferência de documentos, já que os importadores enviam informações diretamente ao sistema de comércio exterior da Receita."

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