Receita Federal de Cascavel apura duplicidade de CPFs
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
A Delegacia da Receita Federal de Cascavel está investigando cinco casos de pessoas cujo Cadastro de Pessoa Física (CPF) consta em sociedades de empresas existentes no Brasil. Os cadastrados alegam desconhecer as sociedades e seus nomes poderiam estar sendo usados para a lavagem de dinheiro. Casos semelhantes foram registrados em Foz do Iguaçu.
Segundo o delegado-substituto da Receita Federal em Cascavel, Dag Gaio, essas situações têm surgido este ano pelo cruzamento de informações com os registros da Receita. ''Até o ano passado, mesmo que fosse sócio de alguma empresa, o sistema aceitava. Este ano, o sistema não permite mais. Na hora que apresenta a Declaração Anual de Isentos (DAI) aparece esta crítica'', observa.
Gaio explica que todos os casos encaminhados para a RF são transformados em processos administrativos e anexadas cópias dos documentos do contribuinte, que declara nunca ter formado sociedade com ninguém. As informações são enviadas à Delegacia da Receita Federal da abrangência da empresa para que seja apurada a existência de fraude.
As informações são enviadas à delegacia da Receita Federal da abrangência da empresa para que seja apurada a existência de fraude.
Para o delegado, boa parte dessas pessoas pode ter sido usada em empresas que atuam com intenção de praticar golpes, importar produtos ilegalmente ou ainda para a lavagem de dinheiro. ''Normalmente trata-se de pessoas simples que nunca saíram do interior do Estado'', disse o delegado.


