A Receita Federal (RF) destruiu neste ano R$ 42,8 milhões em cigarros contrabandeados do Paraguai, fronteira com Foz do Iguaçu. O dado, divulgado ontem, faz parte de um relatório elaborado pelos fiscais. Desde o reforço no combate ao contrabando e descaminho, em 14 de novembro, os fiscais confiscaram US$ 4,16 milhões (R$ 10,9 milhões) em mercadorias.

A delegacia da RF triturou 1.143.812 pacotes de cigarros (19% do total apreendido). A trituração faz parte do programa implantado este ano como alternativa à queima. Os maços são reaproveitados na recuperação de solos degradados e na preservação ambiental, embora os resíduos ainda contenham o plástico das embalagens.

O restante dos cigarros apreendidos (4.848.366 pacotes) foi incinerado. A queima requer uma caldeira com filtros nas chaminés para evitar poluição do ar, mas nem sempre o processo respeita a lei devido ao número escasso de locais adequados no oeste. A Receita tem obrigação de destruir o cigarro contrabandeado, que lidera o ranking de apreensões, representando 40% dos produtos que entram ilegalmente pela fronteira.

O relatório aponta a destruição de R$ 2,3 milhões em mercadorias diversas, como CDs e fitas cassetes falsificadas, armas e munição de brinquedo, embalagens e rótulos de itens falsificados, cerveja, refrigerante, bebida energética e até soja em semente seca. Esse produtos foram destruídos por rolo-compressor.

Segundo o delegado Mauro de Brito, a fiscalização rigorosa na Ponte da Amizade e BR-277, única via terrestre de acesso à fronteira, vai continuar após o Natal, apesar da revolta dos sacoleiros. (Alexandre Palmar)

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