Brasília, 14 (AE) - A correção da tabela do Imposto de Renda retido na fonte e dos valores referentes ao limite de dedução dos gastos com educação seria um retrocesso. A opinião é do secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro. Ele entende que a tabela não deve ser corrigida porque a economia não é mais indexada. "Corrigir com base em que?", questionou o secretário hoje, ao ser indagado sobre se a manutenção da tabela não implica em uma maior cobrança do imposto. "O imposto é progressivo", disse. E salientou que "quem ganha mais, paga mais".
Pinheiro discorda dos auditores fiscais da Receita, que consideram a manutenção dos valores constantes da tabela do IR na fonte um confisco. Segundo ele, a posição sustentada pelos auditores "não é técnica". Mas afirmou que "também não é político-partidária". Ao insistir que não há razão para atualizar a tabela, o secretário-executivo lembrou que "já tivemos alíquota do Imposto de Renda de 55%". O que, segundo ele, ocorreu na década de 80. Pinheiro também destacou que "muitas categorias no serviço público não tiveram aumento nos últimos cinco anos".
Especificamente em relação aos limites de dedução dos gastos com educação, o secretário-executivo destacou que, se fosse feita a correção dos valores, o imposto poderia se tornar regressivo. Pois, segundo ele, "de toda a massa da população somente uma minoria tem condições de manter os filhos em escola particular". Para ele, a correção seria um "privilégio à elite".

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