Curitiba- Pela terceira vez em duas semanas, a Receita Federal aprendeu grande quantidade de roupas ilegais comercializadas em Curitiba. Ontem, mais de quatro toneladas de vestimentas produzidas na China foram aprendidas em uma loja da Rua João Negrão, no centro da cidade. As mais de 600 caixas que pesam em média sete quilos representam R$ 500 mil em mercadoria e lotavam a sobreloja. Grande parte do material feito em poliéster era formado por jaquetas, vendidas a R$ 50.
Segundo apuração do auditor da Receita Federal, Fioravante Sérgio Cunico Bach, as roupas eram compradas a R$ 10 por unidade. ''Trabalho há 24 anos como auditor e estamos acostumados a aprender cigarros e bebidas. Não imaginava que o volume de roupas ingressando ilegalmente no País era tão representativo'', diz.
Conforme o auditor, no momento não há razões para prender a proprietária de origem chinesa. ''Não há provas de que ela agiu de má-fé''. O próximo passo será ir em busca do responsável por trazer as roupas ao País, que ele confirmou terem entrado pelo Paraguai. Bach suspeita de um comerciante dono de um depósito na cidade. ''Ele importa parte de seus produtos de maneira regular e grande parte de maneira irregular. Na sequência temos de ir até ele. Hoje, não deu tempo.''
Na quarta-feira da semana passada, a Receita Federal aprendeu 7,5 toneladas de roupas encontradas em um depósito com passagem oculta nos fundos de uma loja na Rua Riachuelo, também na região central da cidade. O próprio proprietário mostrou a passagem para a Receita Federal. Ao auditor foi fácil identificar irregularidades, pois não havia notas fiscais dos produtos. Depois, na sexta-feira, pouco menos de quatro toneladas ou R$ 400 mil em produtos foram aprendidos em uma outra loja na Rua João Negrão, a mesma da operação de ontem.
Nos três casos, jaquetas de origem chinesa representavam a maior parte do material retido. ''O que nos motivou a investigar esse caso foi ver tamanha quantidade de roupas de produção estrangeira em diversas lojas'', explicou o auditor, que trabalha em um prédio a poucas quadras do lugar da apreensão. Ele concluiu: ''É uma enxurrada de mercadorias ilegais ingressando no País. A situação é tensa e a quantidade, absurda.''

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