Receio marca adesão de gestantes
Londrina - Em seu quarto mês de gestação, a húngara Viola Maria Pfening foi ao posto de saúde do Jardim Guanabara (zona sul), ontem à tarde, para tentar se cadastrar como usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). Não estava nos planos tomar a vacina contra a gripe, embora ela esteja no grupo de risco da doença. Depois de quase uma hora de espera, ela e o marido, o professor brasileiro Fábio Scherer, foram atendidos por uma enfermeira do Programa Saúde da Família. Só depois da consulta é que Viola se dispôs a receber a dose da vacina. Na saída do posto, admitiu que estava receosa de que a imunização trouxesse complicações à gestação. Ela contou que em seu país a vacinação é opcional, embora o governo também incentive gestantes e idosos a aderirem às campanhas.
A servidora pública federal Samira Salvalagio de Carvalho está grávida de oito meses e disse que há controvérsia sobre a imunização de gestantes. "Nos Estados Unidos a adesão de gestantes também é baixa. Mas quando você está esperando um filho tem que pensar nos benefícios dele, então preferi vir tomar a vacina por prevenção", afirmou. "Prefiro pecar pelo excesso", brincou. A falta de tempo, justificou ela, a impediu de tomar a vacina logo no início da campanha, há quase um mês. A baixa adesão de gestantes não é sentida na unidade de saúde do Guanabara. Segundo as atendentes, em média 30 pessoas têm ido ao posto diariamente se vacinar contra a Influenza.(D.P.)





