Curitiba - O avião cargueiro DC-10, da empresa aérea peruana Cielos, que derrapou e saiu da pista durante a forte chuva do último domingo, ainda está atolado. Ontem pela manhã chegaram os colchões infláveis e cabos de aço da Varig que ajudariam na tração na aeronave, que deve ser feita pelo Exército. Mas, até o início da noite, a operação não havia começado pois os colchões, que devem ser colocados na parte frontal do avião, ainda não estavam inflados. A Infraero informou que não tem previsão de duração da operação, mas adiantou que o reboque poderia durar a noite toda e até a madrugada se as condições climáticas fossem favoráveis. Caso contrário, a situação ficaria mais delicada.
O DC-10 bateu em duas antenas que fazem parte do sistema ILS-2, implantado em agosto de 2002 para ajudar a visibilidade no pouso de aeronaves. A Infraero informou que o sistema está inoperante e que não há previsão de conserto. Joel Duarte, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), está preocupado com o incidente, principalmente pelos estragos das antenas do ILS-2 terem ocorrido justamente em julho, quando a incidência de nevoeiros é grande. ''Estamos em um período crítico e o ILS-2 é essencial. Enquanto o aparelho não for consertado, a incidência de atrasos e cancelamentos, devido às mas condições climáticas, vai aumentar muito. A Infraero precisa consertar o sistema o quanto antes.''
Duarte informou que no mês de maio o ILS-2 ficou inoperante, mas que cerca de duas semanas antes do incidente o sistema já estava operando normalmente. A Infraero confirmou a informação. De acordo com Duarte, o cancelamento de vôos foram seis apenas ontem traz prejuízos para todos os setores produtivos da economia do Paraná e regiões vizinhas, provocando o adiamento de encontros de negócios, o fluxo de turistas e também o transporte de cargas.

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