Rebelião provoca uma morte e deixa 18 feridos na Febem gaúcha
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sábado, 04 de setembro de 1999
Por Sandra Hahn, especial para a AE 
Porto Alegre, 05 (AE) - Um grupo de 59 internos da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de Porto Alegre promoveu um motim no final de semana que acabou com uma morte e 18 feridos. A rebelião teve início por volta das 19 horas de sábado na ala um do Instituto Juvenil Masculino, que abriga 120 menores, e se espalhou pelo estabelecimento (que tem quatro alas). Os internos fizeram 16 reféns entre os funcionários do instituto para forçar sua fuga da unidade. Segundo informações oficiais, 210 policiais cercaram o prédio.
Quando começou o motim, o monitor Luiz Fernando Silva Borges foi baleado com um tiro disparado por um adolescente e morreu. Dezenas de menores que não queriam participar da rebelião entraram em confronto com os colegas e 15 deles ficaram feridos. Três funcionários do instituto ainda foram atendidos no Hospital de Pronto Socorro da capital gaúcha em função de ferimentos sofridos durante o conflito, que só foi considerado contornado nas primeiras horas da manhã de domingo.
Várias autoridades do governo estadual passaram a madrugada de domingo negociando a rendição dos amotinados. O governo se negou a atender a principal reivindicação dos líderes
que pediam três automóveis para fugir. As tratativas conseguiram vencer a resistência dos jovens sem que fosse necessária a intervenção dos policiais. Os líderes do motim foram transferidos para o Presídio Central de Porto Alegre. Os detalhes da negociação com os menores não foram informados pelo governo.
Durante a madrugada em que controlaram a Febem, os jovens destruíram várias salas da instituição, abrindo buracos nas paredes e danificando a rede elétrica.


