Um grupo de presos de alta periculosidade se amotinou ontem e fez quatro guardas como reféns no complexo carcerário da Papuda, nos arredores de Brasília, onde se acha detida a cantora mexicana Gloria Trevi. Ela aguarda resposta ao pedido de abrigo no Brasil. Três pessoas ficaram feridas, embora se ignore se eram funcionários ou presos, informou a polícia local. A rebelião se iniciou no meio da manhã no centro de internamento e reabilitação da ala 1, onde se acham detidos os presos mais perigosos, e se estendeu à ala 2. Muitos parentes de presos, que se achavam em visita no presídio de alta segurança quando explodiu o motim, afirmaram ter ouvido tiros nas celas e visto sair fumaça pelas janelas. Segundo a polícia, tanto Gloria Trevi como seu empresário, Sergio Andrade, e a dançarina María Raquenel Portillo, que se acham em outra ala do presídio, estão bem. A cantora está grávida de cinco meses. Ela é acusada no México de envolvimento em um suposto esquema de aliciamento de menores e está presa no Brasil desde o ano passado.

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