São Paulo - A rebelião iniciada sábado à noite pelos internos da unidade da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, terminou ontem, por volta do meio-dia, com a libertação dos seis funcionários que foram mantidos reféns por cerca de 14 horas e o controle total da situação nas dependências do local.
Segundo informações da assessoria da Febem, a situação foi controlada a tal ponto que a vistoria no local foi feita pelos funcionários da instituição e não pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, conforme estava previsto. Durante a rebelião, cerca de cem policiais da Tropa de Choque do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) ficaram de prontidão para invadir a unidade, caso fosse necessário.
Assim que a rebelião terminou, a direção da Febem telefonou para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) com o objetivo de informá-lo. Alckmin, que está em campanha para o governo do Estado, foi informado pela direção da Febem sobre o fim da rebelião durante visita que realizou ontem à Feira Agropecuária e Industrial (Fapija) em Jacareí, no Vale do Paraíba (SP).
Sábado à noite, os internos das alas 25 e 29 tentaram fugir, mas foram cercados por carros dos Bombeiros e equipes do 26º BPM. Com a fuga frustrada, eles começaram a rebelião, ateando fogo a colchões e cobertores. Os menores exigiam melhoria na alimentação, o direito a visitas para internos da Baixada Santista (SP) e interior e mais rapidez na revisão dos processos. As visitas à Febem foram suspensas ontem em decorrência do motim. Familiares dos menores permaneceram à frente do complexo, situado no bairro de Pouso Alegre, à espera de informações.

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