Maringá - Terminou no final da manhã de ontem a rebelião na Casa de Custódia de Maringá, que durou mais de 23 horas. Cerca de 100 policiais das forças especiais da Polícia Militar entraram na unidade por volta das 11 horas. A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (SEJU-PR) informou que a negociação da Polícia Militar com o líder do movimento, conhecido por ''Guerreiro'', resultou na transferência de 23 presos. Todos serão remanejados para o Centro de Operações e Triagem em Curitiba e posteriormente encaminhados para unidades prisionais do Estado.
O agente penitenciário que foi mantido como refém, foi liberado sem nenhum ferimento. O balanço do órgão apontou que o único ferido foi um preso, atingido por um tiro no ombro enquanto tentava fugir. Sua situação é estável. Os cinco detentos, que fugiram de forma misteriosa durante a rebelião, ainda não foram capturados.
Na tarde de ontem, uma vistoria foi realizada para verificar as condições físicas dos detentos e apurar os danos materiais das instalações. Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), cerca de 80% das camas, colchões e portas das 150 celas da Casa de Custódia foram destruídas. Está programada para hoje uma vistoria técnica da parte estrutural do prédio.
Em nota, a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, que acompanhou todas as negociações, afirmou que
''será instaurada uma Comissão de Sindicância para apurar denúncias dos presos no que diz repeito a problemas com a alimentação e maus tratos por parte de agentes penitenciários''.
Cerca de 400 presos se rebelaram para cobrar mais agilidade nos processos e exigir a transferência de 31 detentos para diversas unidades penais do Paraná,
De acordo com a Seju, oito deles permanecerão na Casa de Custódia de Maringá.
Com capacidade para 900 presos, a cadeia abrigava 891.

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