Curitiba - A rebelião no presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, que durou 18 horas, terminou ontem às 11 horas da manhã. Três agentes penitenciários foram mantidos como reféns dos detentos. Um deles foi liberado por volta das 23 horas de sexta-feira e os outros dois foram soltos apenas no final do motim. Segundo informações da Secretaria Estadual de Justiça, não houve feridos.
Um total de 40 presos serão transferidos para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Um balanço mais detalhado da rebelião só será divulgado depois de uma vistoria nas celas.
Durante as negociações, três ônibus foram incendiados na cidade. A polícia já prendeu quatro envolvidos no incêndio que, segundo a Secretaria de Justiça, teria sido comandado pela mulher de um dos detentos, cujo nome não foi divulgado. Ela ainda não tinha sido presa até o fechamento desta edição.
O presídio tem 482 presos enquanto a capacidade é para 172. As principais exigências dos detentos eram a transferência de presos e mais qualidade na alimentação.
A rebelião teria começado às 17 horas de sexta-feira depois que integrantes do Corpo de Bombeiros teriam sido chamados para atender um dos presos, que supostamente estaria ferido. O carcereiro que acompanhava o socorrista foi capturado e feito refém. Na tentativa de controle, outros dois funcionários do presídio teriam sido pegos.
Na última quinta-feira, já tinha acontecido uma tentativa de motim no local, que deixou quatro feridos e foi contida pela Polícia Militar.

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