Rebelião em Piracicaba é apurada
Campinas - A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária vai apurar os motivos que levaram à primeira rebelião do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba (80 km de Campinas) após a sua reforma, concluída há quatro meses.
A unidade, que foi reformada após ter sido totalmente destruída por consecutivas rebeliões no ano passado, estava até ontem com 703 presos, sendo que a sua capacidade é de 512 detentos.
A rebelião aconteceu no sábado à tarde após uma tentativa frustrada de fuga. Quatro presos se rebelaram por seis horas. Uma enfermeira e um agente penitenciário foram feitos reféns pelos rebelados, que estavam armados com três estiletes.
Os quatro soltaram cerca de 50 presos, que não aderiram à rebelião, segundo a secretaria.
Os rebelados tentaram a fuga porque seriam transferidos pelo Estado para uma unidade classificada como RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).
Os quatro acusados de organizarem a rebelião foram apontados pela PM como integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os quatro negaram, de acordo com a secretaria.





