Rebelião em Campo Mourão pode ter ligação com PCC
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sexta-feira, 14 de julho de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Campo Mourão Cerca de 70 presos da Cadeia de Campo Mourão se rebelaram na madrugada de ontem e provocaram grandes danos materiais em todo o setor A da carceragem. Durante a confusão e a invasão do prédio pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar (PM), seis presos sofreram ferimentos leves. Dois presos da unidade seriam ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) mas a Polícia Civil não confirmou a ligação da facção criminosa com a rebelião.
De acordo com o superintendente da Delegacia de Polícia Civil da cidade, Job de Freitas, os cerca de 70 presos do setor A iniciaram a rebelião por volta da meia-noite, motivada por ''atrasos nos processos''. Eles aproveitaram que as galerias ficam abertas durante a noite por causa da superlotação existem 130 presos para uma capacidade de 64 , quebraram as portas de ferro e usaram os pedaços de ferro para destruírem o concreto das paredes.
''A ala ficou bastante destruída e todos os que se rebelaram estão no solarium, onde vão permanecer até que tudo seja consertado'', apontou Freitas. As obras de recuperação, segundo ele, devem durar entre 48 e 72 horas.
O Pelotão de Choque da PM e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Durante a retomada da cadeia, seis presos sofreram ferimentos leves. Todos os rebelados foram levados para o solarium, onde permaneceram durante todo o dia.
Conforme o superintendente, dentre os cerca de 70 presos isolados dois pertenceriam ao PCC. Eles foram detidos na região há alguns meses com um carregamento de drogas comprados no Paraguai e que seria levada até São Paulo. ''Não queremos acreditar por enquanto que (a rebelião) tenha ligação com o que está acontecendo em São Paulo. Preferimos acreditar que tenha sido uma ação isolada para chamar a atenção'', comentou Freitas.
Questionado sobre a rebelião ocorrida na delegacia em maio mesma ocasião em que o PCC iniciou a onda de ataques em São Paulo , quando os presos fizeram refém um carcereiro, o superintendente também afirmou se tratar de ''coincidência''. Ele afirmou que, por enquanto, não há nada que prove a relação entre as rebeliões e os ataques do PCC.
Por precaução, a segurança na unidade foi reforçada desde a madrugada.


