Agência Estado
Dois presos feridos, um deles um menor de idade, e as instalações destruídas foi o saldo de uma rebelião ocorrida na madrugada de ontem na Cadeia Pública de Porto Feliz, a 120 quilômetros de São Paulo. Sete militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), presos no mês passado por terem participado de saques a caminhões de alimentos na Rodovia Castelo Branco, acabaram envolvidos no motim.
A revolta começou depois que os policiais conseguiram evitar uma tentativa de fuga, durante a madrugada. Um carcereiro cuja identificação não foi fornecida pela polícia, foi feito refém por três presos. Eles tomaram os dois revólveres do carcereiro e uma caixa com 40 balas e saíram em direção à rua. Houve troca de tiros com os policiais que faziam a guarda externa.
O preso José Márcio Félix foi atingido por dois tiros. O menor E.R.S., de 17 anos, que estava numa cela destinada a menores infratores, também foi baleado de raspão. Os dois foram levados ao hospital da cidade, mas só Félix ficou internado. Ele estava fora de perigo no fim da tarde de ontem.
Outros dois presos que tentavam a fuga, Lourenço da Silva e Ronaldo Tedeschi, foram capturados. Em seguida, todos os presos se rebelaram, passando a destruir as instalações. O motim só terminou por volta das 15 horas. Segundo o delegado seccional de Sorocaba, Aílton Vieira Pinto, que participou das negociações os presos reclamavam do excesso de lotação e das restrições às visitas. A cadeia tem capacidade para 32 presos, mas estava com 96.

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