Paranavaí – A rebelião na Cadeia Pública de Paranavaí (Noroeste) durou 22 horas, chegando ao fim na tarde de ontem. Por volta das 14h30, os presos liberaram um agente penitenciário de 54 anos que era mantido refém desde o fim da tarde de quinta-feira. O agente não tinha ferimentos, mas recebeu atendimento médico de socorristas do Samu por estar desidratado. Ele deixou o local acompanhado da família.
A capacidade da Cadeia Pública é de apenas 95 vagas, mas o prédio abriga atualmente 250 presos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 170 deles participaram da rebelião. Os presos ganharam acesso a uma das alas e dominaram o agente. Em seguida, eles se concentraram no solário, onde incendiaram colchões. Para evitar uma fuga em massa, a Polícia Militar ocupou o telhado da unidade e interditou as ruas no entorno da Cadeia Pública.
Na noite de quinta-feira, os presos começaram as negociações. Eles pediram melhorias na alimentação, redução da superlotação e mudanças nas equipes de agentes penitenciários. As negociações foram interrompidas durante a madrugada e retomadas na manhã de ontem. O motim terminou após a liberação do agente e de uma carta de reivindicações.
No fim da tarde de ontem, o Batalhão de Choque da Polícia Militar foi mobilizado para retomar o controle da prisão. A medida em que os presos voltavam para as celas, os policiais e a administração anotavam os estragos. Além de colchões, fiação e encanamentos, várias portas de celas foram destruídas. A direção da Cadeia Pública ainda não tinha uma estimativa do prejuízo.

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