Cali, 16 (AE-AP) - O arcebispo católico da Colômbia uniu-se aos parentes de reféns nesta quarta-feira (16) para denunciar a libertação gradual de cativos pelas guerrilhas esquerdistas do país.
"Eles querem fazer dinheiro ao preço da dor e sofrimento dos reféns", disse o arcebispo de Cáli, reverendo Isaias Duarte Cancino, sobre os guerrilheiros em entrevista coletiva.
O rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN) libertou ontem à noite 33 pessoas capturadas em 30 de maio durante uma missa em um bairro residencial de Cáli, mas 20 fiéis ainda são mantidos como reféns.
Membros da comissão mista que recebeu os reféns libertados em um vilarejo nas montanhas ao sul da cidade disseram que o ELN prometeu libertar outro grupo de cativos, provavelmente sexta-feira - estes sequestrados em 12 de abril durante vôo doméstico da companhia aérea Avianca.
Os rebeldes ainda mantém consigo 24 pessoas do sequestro da aeronave, todos no estado de Bolivar, no norte do país, onde o avião foi obrigado a pousar em uma pista clandestina isolada.
Alguns parentes dos reféns comentavam entre si que o ELN está exigindo o pagamento de resgate por alguns dos cativos. Mas, como de costume, nenhum familiar confirma publicamente a informação.
"Eles continuarão com essas libertações graduais" para aparecer na mídia, disse Norma Beron, cujo marido norte-americano Roy Saykay foi feito refém na missa e continua em poder dos sequestradores. "O show de ontem me deixou nervosa. Como eles brincam com o sofrimento humano", disse Beron.

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