Moscou, 10 (AE-ANSA) - A Shura do Daguestão, o Conselho de Religiosos dos fundamentalistas islâmicos, proclamou hoje (10) a independência da República Caucasiana do Daguestão e a retomada da "jihad", a guerra santa contra os infiéis, informou a agência de notícias russas Interfax. A declaração foi feita em três aldeias ocupadas pelos guerrilheiros chechenos e de outras regiões do Cáucaso, que atravessaram a fronteira do Daguestão há quatro dias, e não tem influência direta com o resto da república, que está sob o controle da polícial local e do exército de Moscou. Apesar do anúncio dos extremistas islâmicos, a agência Itar-Tass
citando fontes locais, informou que duas das aldeias ocupadas pelos guerrilheiros haviam sido liberadas depois de uma massiva ofensiva lançada hoje (10) pela polícia local e pelas forças federais. O chefe do Estado Maior russo, Anatoli Kvashinin, que ontem (09) escapou de um atentado enquanto visitava a região de combate, declarou, nesta terça-feira (10), em Moscou, "que a situação no Daguestão mudou e agora está controlável". As aldeias do Daguestão, república autônoma russa na fronteira com a Chechênia, foram ocupadas um grupo de guerrilheiros chechenos liderados por Shamil Basaiev e pelo comandante Khottab
um líder rebelde que viveu na Jordânia. A invasão chechena provocou a fuga de milhares de pessoas, principalmente mulheres e crianças, para outras cidades a oeste do Daguestão.

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