Agência Estado
De São Paulo
O secretário nacional de Vigilância Sanitária, Gonçalo Vecina Neto, afirmou ontem, em São Paulo, que as indústrias farmacêuticas não deverão elevar os preços dos remédios para repassar os custos dos testes que serão obrigadas a realizar para registrar medicamentos genéricos. Anteontem, o Ministério da Saúde divulgou uma lista com cem produtos de referência que serão usados como parâmetros para os laboratórios. O secretário argumentou que os fabricantes acabarão economizando nas pesquisas e no marketing quando ‘copiar’ os produtos de referência.
A lista (ver ao lado), segundo ele, foi elaborada levando em conta os remédios mais consumidos pela população e a data do registro de cada um. Em alguns casos, a escolha foi do Ministério da Saúde. Vecina fez questão de esclarecer que por remédio genérico entende-se o medicamento que possui ‘‘prova de intercâmbio’’ (equivalência farmacêutica de resultados) com relação ao produto de referência.
Os laboratórios poderão gastar até R$ 100 mil no teste de cada produto para obter a aprovação do ministério. As substâncias têm que ser testadas em 24 voluntários e serão consideradas iguais às originais na eficácia após a fabricação de três lotes.
O secretário afirmou também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem estrutura para fiscalizar a falsificação de medicamentos. A agência conta com 250 fiscais.

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