Madri, 22 (AE-Reuters) - A direção do Real Madrid vai se reunir hoje para decidir se demite ou não o técnico holandês Guus Hiddink. Mas, depois da derrota de sábado para o Athletic de Bilbao, no Santiago Bernabeu, é muito difícil que o treinador seja mantido. A pressão de torcedores, conselheiros e imprensa pela saída de Hiddink está muito forte, assim como também é forte o movimento pela volta do italiano Fabio Capello, que chegou ontem a Madri para dar uma palestra e foi recebido por um batalhão de repórteres no aeroporto.
Em uma tumultuada entrevista, Capello deixou claro que aceitaria reassumir imediatamente o comando do time. "Cometi um erro quando deixei o Real Madrid há dois anos e estou à disposição para conversar com o presidente Lorenzo Sanz. É muito bom saber que a torcida quer que eu volte."
Os dois principais esportivos de Madri não tiveram nenhum constrangimento em pedir a cabeça de Hiddink. O "Marca" deu o seguinte título: "Repetimos: demitam-no." Há uma semana, após a derrota diante do Barcelona, o jornal já tinha pedido a cabeça do treinador holandês. A manchete do "Diario As" foi: "Capello chega hoje." Outros nomes comentados para substituir Hiddink são o iugoslavo Radomir Antic, o espanhol Luis Aragonés e o argentino Daniel Passarella.

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