Rio, 19 (AE) - A inflação entre os dias 21 de julho e 10 de junho ficou em 1,17%, de acordo com a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) do mês, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). O índice foi 1,02 ponto porcentual acima da segunda prévia de junho, como resultado da influência dos reajustes de preços autorizados pelo governo e redução da oferta de produtos agrícolas, por causa do clima.
Os mesmos fatores devem fazer com que a inflação deste mês, medida pelo IGPM, fique entre 1,5% e 2%, segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV-RJ, Paulo Sidney Melo Cota. Ele avisou que apenas uma pequena parte do reajuste dos combustíveis dado no dia 27 foi repassada para os preços na indústria - embora tenha sido a principal responsável pela alta dos custos deste segmento, de 0 78%.
O economista também alertou que a alta de 2,77% dos produtos agrícolas no atacado também não foi repassada para os preços dos alimentos no varejo, que variaram apenas 0,09% segundo a segunda prévia do IGPM.
Os aumentos das tarifas públicas e de planos de saúde e remédios, autorizados pelo governo, tiveram maior influência para que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o custo de vida no varejo, tivesse alta de 1,04%.
O Índice de Preços ao Atacado (IPA), que tem maior peso no cálculo do IGPM, teve alta de 1,41%, e o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) variou 0,30%. De acordo com Cota, a tendência é de que, a partir de agosto, a inflação volte a entrar em declínio, com o fim da influência do reajuste das tarifas públicas e dos combustíveis, e a previsão de que o clima fique menos frio e melhora a oferta de produtos agrícolas, baixando os seus preços.

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