Londrina – O reajuste salarial de professores das creches filantrópicas de Londrina está gerando um impasse entre o sindicato patronal e a entidade que representa a categoria. Segundo o Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro), há a possibilidade de greve por tempo indeterminado caso não haja acordo. Uma reunião com o prefeito Alexandre Kireeff e representantes sindicais de ambas as partes tentou avançar nas negociações ontem.
A categoria reivindica um aumento salarial de 17,7%, o mesmo percentual a ser acrescido aos repasses da Prefeitura, por aluno, para as creches filantrópicas dentro do custeio das unidades. De acordo com o presidente do Sinpro, André Cunha, este índice já havia sido acertado para os professores perante o sindicato patronal, o Secraso, ainda no ano passado. Neste ano, contudo, a proposta do Secraso foi de 12%. "Eles apresentaram que não cumpriram o percentual porque tiveram intercorrências", diz Cunha.
O presidente do Secraso, José Milton de Souza, sustenta que as creches realmente não têm condições de arcar com 5% a mais do que o oferecido se não houver contrapartida maior da Prefeitura. "Se não tivermos uma complementação, fica muito difícil", reforça.
Ainda durante a reunião com o prefeito, o Secraso aumentou o reajuste ofertado de 12% para 14%. Também houve a disposição da Prefeitura em fazer uma análise das finanças do setor para aumentar para 20,7% o reajuste nos repasses feitos pelo Município. O prazo para o estudo será de 48 horas. O Secraso já adiantou que a reposição salarial dos professores só poderá alcançar 17,7% caso haja este aumento de 3% nos repasses.
A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio do Núcleo de Comunicação da Prefeitura, que só vai se manifestar sobre o caso depois do levantamento solicitado por Kireeff. Londrina tem hoje cerca de 6 mil crianças atendidas em creches filantrópicas. Ao todo, 600 professores atuam em 54 unidades inseridas nesta categoria.

PARTICULARES
A campanha salarial dos professores das escolas particulares também será pauta de ações do Sinpro em Londrina. Hoje, a entidade promove mobilizações em função do reajuste às 7h, 12h e 17 horas, em frente ao Colégio Nobel. Apesar das escolas terem reajustado as mensalidades em 12%, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) propôs 7,68% de aumento à categoria. Também estão previstas mobilizações em frente a outros colégios e faculdades particulares da região ao longo da semana.

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