São Paulo, 08 (AE) - O governo está preocupado com os possíveis aumentos de preços dos planos de saúde, que geralmente ocorrem no meio do ano. "Os hospitais e laboratórios conveniados aos planos de saúde trabalham com material importado e, com a flutuação do dólar, devem ocorrer aumentos", avaliou Renilson Rehem, secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde. O secretário esteve hoje em São Paulo divulgando a nova cartilha de planos de saúde do ministério, elaborada com a ajuda da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).
A expectativa de aumento é decorrente da atual situação financeira e não da nova legislação do setor que vigora desde janeiro, informou Rehem. Para evitar práticas abusivas na hora de reajustar os preços, as empresas terão de enviar uma planilha explicando o custo e o aumento à Superintendência de Seguros Privados (Susep). "O Procon deverá acompanhar o mercado", informou a diretora-executiva do órgão, Maria Inês Fornazaro. Rehem disse que, no momento, é impossível prever de quanto será o aumento, pois o dólar continua oscilando. "Entre os planos já cadastrados no Ministério da Saúde, a diferença de preço varia em 300%", informou.
O Procon e o ministério estão investindo nas cartilhas. "Com a informação em mãos, o consumidor poderá reconhecer irregularidades", disse Maria Inês. "Estamos trabalhando de forma preventiva."
Rehem está cauteloso quanto ao mercado de planos de saúde. "As empresas divulgam que a nova lei é ruim, quando, na verdade, as regulamentações foram uma resposta ao clamor da população." Ele acrescentou que o setor está fazendo "terrorismo" com as ameaças de aumentos. "O setor está culpando a lei pelos aumentos, quando, na prática, a única forma de conter esses aumentos é pelo controle rigoroso que a legislação proporciona."

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