Empresas alegam que aumento de custos e queda de passageiros justificariam reajuste de aproximadamente 18%, elevando a tarifa de R$ 3,75 para R$ 4,40
Empresas alegam que aumento de custos e queda de passageiros justificariam reajuste de aproximadamente 18%, elevando a tarifa de R$ 3,75 para R$ 4,40 | Foto: Gustavo Carneiro



O reajuste da tarifa do transporte coletivo de Londrina ficou para o ano que vem. Ao contrário dos últimos quatro anos, em que o aumento entrou em vigor à zero hora do dia 1º de janeiro, neste ano a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que ainda não concluiu os cálculos da planilha de custos e que o novo valor só deve ser definido no início de 2018. O órgão lembrou que não há obrigatoriedade para que o reajuste seja feito em data específica.

As empresas, entretanto, por meio do Metrolon (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina), divulgaram nota no final da tarde desta sexta-feira (29) defendendo reajuste da tarifa de R$ 3,75 para R$ 4,40, um aumento de quase 18%. Na nota, o Metrolon disse esperar que, em cumprimento ao contrato que determina que a tarifa deve manter o equilíbrio econômico-financeiro do sistema de transportes, o município tome as devidas providências mantendo os reajustes anuais da tarifa como faz todos os anos.

De acordo com o sindicato, o aumento nos custos aliado à queda de passageiros de 9% em 2017 (cerca de 320 mil passageiros por mês) já justificariam uma correção da tarifa para um valor próximo a R$ 4,11. Para o cálculo da tarifa de 2018, o Metrolon expõe despesas como a redução de subsídio aos estudantes, aumento do preço do diesel e outros insumos, além de reajuste nos salários dos trabalhadores do transporte, e defende o valor de R$ 4,40.

Segundo a CMTU, o novo valor é definido pela planilha de custos, que leva em conta gastos com folha salarial, combustível, impostos e depreciação da frota. Outro fator que travou os cálculos foi a restrição do benefício do Passe Livre, questão que tem impacto direto no valor da tarifa e que demorou cerca de quatro meses para ser definida.

Pelo projeto aprovado pela Câmara no dia 19 deste mês, terão direito ao benefício apenas os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e alunos de cursos profissionalizantes, além daqueles que comprovarem que não têm condições de pagar pelo transporte. Quem perde o direito ao passe livre volta a pagar 50% do valor da passagem. A outra metade será incorporada na tarifa de ônibus, como acontecia anteriormente.

O último reajuste da tarifa foi no dia 1º de janeiro de 2017, quando a passagem passou de R$ 3,60 para R$ 3,80. Em 1º de julho, no entanto, uma decisão judicial determinou redução de cinco centavos, o que resultou nos R$ 3,75 atuais.