Reações atrapalham campanha de vacinação
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná registrou 116 casos confirmados de reações alérgicas por conta da aplicação da vacina tríplice viral no primeiro dia da campanha nacional, quando estava sendo utilizada uma substância italiana na fórmula da vacina. Quatro casos de choque anafiláticos foram confirmados no Paraná, apesar de inicialmente a Secretaria de Estado da Saúde ter negado a informação do Ministério da Saúde. Em 80% das crianças que tiveram reações alérgicas, foram verificadas urticárias que desapareceram depois de 48 horas de observação. Na segunda-feira, todas as vacinas foram trocadas e a tríplice viral começou a ser aplicada sem reações adversas. Entretanto, as notícias de alergia nas crianças afastou os pais dos postos de vacinação.
Até ontem, dois dias antes do término da campanha nacional, 733,3 mil crianças de zero a cinco anos tinham sido vacinadas contra a poliomielite, o que corresponde a 81,5% do público total. Na campanha do ano passado, 100% das crianças foram vacinadas. Para a tríplice viral, foram vacinadas 499,6 mil crianças, cerca de 68% do público-alvo. ''O que prejudicou nossa campanha foram as notícias das reações alérgicas. Infelizmente isso acabou atrapalhando nosso desempenho do Paraná'', declarou Mirian Woiski, chefe da Divisão de Doenças Imunopreviníveis da Secretaria de Estado da Saúde.
Mirian Woiski alertou que os pais podem e devem levar os filhos para se vacinar até amanhã. De acordo com ela, todos os riscos de reações alérgicas já foram descartados. A vacinação evita que a doença entre no Brasil. O sarampo está erradicado do Paraná desde 1999, entretanto ainda existem casos da doença na Alemanha e no Japão. ''Temos um fluxo muito grande de turistas todos os dias. Não podemos deixar que a doença entre novamente no Brasil'', afirmou ela.
A paralisia infantil está erradicada no Paraná desde 1989. No entanto, a doença ainda está sendo registrada na África. Outro agravante é que entre 5% e 10% das crianças vacinadas não respondem à vacina. ''Não temos como descobrir quais são essas crianças olhando para elas. Temos que vacinar todas'', declarou Mirian.


