Reação popular motiva MP da doação de órgãos
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O governo admite que a reação contrária da população à lei de doação de órgãos ocasionou as mudanças na legislação, feitas esta semana pelo Ministério da Saúde, por meio de uma medida provisória. Se criou no País uma situação de não doador, afirma o secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Renilson Rehen de Souza. A reação foi contrária ao do que se pretendia.
Segundo Rehen, a partir da MP, o doador passa a ter uma carteira que comprova sua intenção de doar os orgãos que, mesmo não sendo um documento legal, é um argumento de convencimento da família. A obrigatoriedade de dizer se era ou não doador nos documentos de identidade tinha sentido legal, mas não funcionou, afirma o secretário.
A partir de agora, com o fim da obrigatoriedade, Renilson Rehen acredita que a população terá facilidade em resolver sua condição ou não de doador. Quando a pessoa ia tirar os documentos, era obrigado a decidir na hora, o que não acontece depois da MP, afirma Rehen. Mesmo a carteira de doador não tendo sentido legal, a tendência é de a família respeitar a decisão da pessoa.
O governo, segundo Rehen, vai realizar uma campanha nacional de esclarecimento. Segundo ele, a expectativa do Ministério da Saúde, mesmo com o fim da obrigatoriedade de a pessoa escolher entre doar ou não os orgãos, é de um aumento em 40% nas doações em relação ao ano passado.


