Reação do PFL a criação de bloco sugere que Aécio não agiu só
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 17 (AE) - Se o presidente Fernando Henrique Cardoso não estimulou, não autorizou e não participou da criação do bloco PSDB-PTB ("o fato é sagrado, mas a avaliação é de cada um", foi a única declaração que o líder do PFL, Inocêncio Oliveira aceitou fazer), isso significa que os dirigentes do PSDB, seu partido, se tornaram independentes? O tamanho da reação do PFL sugere que Aécio não agiu só e que, simplesmente, o presidente não teve como, ou não quis, impedir que o movimento se processasse. E se foi isso mesmo, então o líder tucano não cometeu um erro de cálculo político por risco e conta própria.
Na sua retaguarda estariam estratégias formuladas por lideranças tucanas que estão no governo. Dois nomes mencionados nos bastidores são os dos ministros Pimenta da Veiga, das Comunicações, e José Serra, da Saúde. Essa é a essência do que se está se passando em Brasília. A disputa real e imediata é por posições de poder na Câmara dos Deputados. As declarações e ameaças de retaliação fazem parte do jogo político. Não é provável que elas tenham consequência prática, nem parece estar, neste momento, verdadeiramente ameaçado o processo decisório, nem a estabilidade da base de apoio do governo para questões essenciais.


