Reabertura de hospital vira luta comunitária
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domingo, 26 de janeiro de 2003
Renê Muller<br> Reportagem Local 
Cecílio Araújo Pereira, presidente da ®MDNM¯Associação Cambeense de Defesa e Proteção dos Direitos da Saúde, relembra dos tempos em que Cambé (13km a oeste de Londrina), município de 88.314 habitantes, tinha três hospitais que atendiam pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Era uma época em que o município dependia bem menos da vizinha Londrina quando o assunto era atendimento de média e alta complexidade.
Um deles, o Hospital Adventista e depois Hospital Londrina, administrado pelo Igase (Golden Cross), foi fechado em 1º de novembro de 1997. Nos últimos cinco anos, foi bandeira de lutas de pessoas ligadas à área de Saúde e de associações populares na região, que reivindicavam sua reabertura. E a primeira promessa surgiu no mesmo dia em que a unidade fechou as portas, feita pelo ex-governador Jaime Lerner. Ele pretendia criar um hospital regional no local.
Depois de muitas reuniões e discussões, a administração de Cambé assustou com os custos da reativação total. Mas pretende revitalizar uma parte do hospital em curto prazo, com a instalação de uma Unidade de Saúde 24 horas. Ela atenderá um público estimado em 40 mil pessoas, ocupando 1.000 metros quadrados, onde funcionava a área de Multiclínicas do Hospital Londrina. A área que será alugada tem 22 consultórios, sala de recepção e espera.
Mas para Cecílio, a reivindicação da Associação continua. ''Não estamos participando da negociação com o proprietário do imóvel, mas até pouco tempo discutia-se a reabertura, e não apenas a instalação de um posto de Saúde'', relata. ''Mantemos a posição pela reabertura do hospital, pois apenas a Santa Casa não atende a demanda de Cambé''. O espaço físico atualmente pertence à Golden Cross, que através da sua assessoria de imprensa, informou que está tentando vender ou alugar o imóvel.


