Curitiba - Às vésperas do feriado do Ano Novo, a estrada de terra usada como rota de fuga ao pedágio da BR-277, que liga Curitiba ao Litoral, foi reaberta por moradores daquela região. A Prefeitura de São José dos Pinhais, onde fica a estrada, estava construindo dois portais, com cancelas, para restringir o acesso de veículos à estrada. Anteontem, no entanto, moradores da localidade de Pinheiro Seco destruíram a obra, alegando que os portais dificultariam o acesso e transporte para os moradores.
Na sexta-feira, representantes da prefeitura e moradores se reuniram em busca de uma solução. Foi formada uma comissão para estudar o problema. As obras permanecerão paradas até que os dois lados cheguem a acordo.
A abertura ou não da estrada é polêmica. A rua, com cerca de 10 quilômetros, liga a BR-277 à localidade de Pinheiro Seco, em São José dos Pinhais. Após a construção da praça de pedágio da concessionária Ecovia Caminhos do Mar, na BR 277, o local passou a ser usado como alternativa para os motoristas fugirem do pedágio. A estrada, localizada no sentido Curitiba-Litoral, tem entrada após o Posto da Polícia Rodoviária Federal, a cerca de um quilômetro antes da praça de pedágio e sua saída acontece no quilômetro 56 da BR 277. O pedágio custa hoje R$ 10,44 para veículos pequenos.
De acordo com a prefeitura, desde março estão sendo realizadas reuniões com a participação de representantes da Ecovia e dos moradores do vizinho Condomínio das Hortênsias e do bairro Alta da Serra, que fica do outro lado da BR. As reuniões resultaram em um acordo, segundo a prefeitura, o qual deu origem a uma decisão da 1 Vara Cível de São José dos Pinhais, autorizando a prefeitura a restringir o tráfego, Os moradores de Pinheiro Seco alegam, no entanto, que não foram chamados para as reuniões e que desconheciam esse acordo.

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