São Paulo As raves festas regadas a música eletrônica, geralmente realizadas em lugares abertos e que podem durar dias seguidos estão proibidas em todo o Estado de Santa Catarina, que é um dos principais centros desse tipo de evento no país.
A determinação, anunciada na semana passada, foi para tentar ''acabar com situações'' que favoreceriam a ''prática de atitudes ilícitas'', sobretudo o consumo de drogas, e por ''questões de segurança''.
De acordo com a ordem da Secretaria Estadual da Segurança Pública, a Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversão, órgão da Polícia Civil, está proibida de emitir alvarás de funcionamentos para as raves em lugares abertos. Casas noturnas poderão promover as festas normalmente.
''Não vamos mais autorizar esse tipo de festa. O governo está empenhado em adotar medidas que restrinjam a violência e as atitudes ilícitas. Nesses ambientes (onde acontecem as raves), há uma grande circulação de drogas sintéticas'', declarou o secretário da Segurança Pública, João Henrique Blasi.
De acordo com Blasi, há também uma questão de segurança envolvida na decisão. ''As raves acontecem em lugares distantes, onde é difícil operar atendimentos emergenciais e pode colocar em risco a vida das pessoas.'' Promotores de eventos do Estado reagiram à medida afirmando que ela seria ''absurda'' e equivocada.
''Eu realizo festa, divulgo e celebro a música eletrônica. Não sou nenhum traficante. Essa decisão é absurda. O que é preciso evitar é a circulação de drogas, não as raves. Eu gero emprego, atraio turistas e pago impostos'', declarou o empresário Terence Schauffert, 28, que neste ano promoveu quatro raves em Balneário Camboriú, inclusive com a presença de DJs internacionais.

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