Raul Jungmann acerta empréstimos em Roma
O ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann, encerra hoje, em Roma, na sede do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), a negociação para um financiamento de 25 milhões de dólares. Essa verba será aplicada em projetos de gestão de recursos hídricos na região do semi-árido do Nordeste brasileiro. O acordo, porém, será efetivado no Brasil em março, após sua passagem pelo Senado e, segundo Jungmann, deverá ser operativo ainda este ano.
As condições para o pagamento são consideradas excelentes pois o empréstimo começará a ser devolvido apenas 3 anos após ter sido retirado com juros de cerca 6%. Além da participação do Fida, organismo das Nações Unidas financiado pelos países membros - entre eles o próprio Brasil, o projeto vai receber investimentos do Tesouro e do banco do Nordeste, totalizando 92 milhões de dólares distribuídos ao longo dos vários anos de sua duração.
A verba vai financiar atividades educativas e produtivas nos sete Estados do Nordeste onde há maior concentração de semi árido (Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia). A fase inicial prevê a educação básica, praticamente alfabetização, das cerca de 15 mil familias envolvidas no projeto. Em seguida, entra-se na fase de qualificação técnica para os casos específicos.
Serão aplicadas experiências como a gestão de bacias secas através de barragens subterrâneas que permitem armazenar a água da chuva no subsolo e aproveitá-la sobretudo para a criação de gado.
Temos experiências de algumas décadas que demonstram a viabilidade desse processo, disse Aécio Gomes, assessor do ministro, que cita como exemplo uma fazenda, em Afogados da Ingazeira, com 400 hectares, onde em plena seca são criadas 120 cabeças de gado, em ótimas pastagens.
Além do encontro no Fida, o ministro Jungmann, em sua terceira visita a Roma, tem compromissos no Vaticano, onde ontem esteve na audiência pública do papa. Após a audiência, ele entregou ao Papa um relatório do presidente Fernando Henrique Cardoso com o balanço da reforma agrária em seus primeiros quatro anos de governo.Arquivo FolhaRaul Jungmann foi a Roma prestar contas ao VaticanoAssimina Vlahou
Especial para a AE





