Na pesquisa da nutricionista Marcela Nakachima, de Londrina, as avaliações foram feitas em 80 fêmeas de camundongos gestantes divididas em oito grupos, um deles controle. O restante foi dividido para receber três dosagens do femproporex, proporcionais às utilizadas em humanos. Quatro dos grupos teve dieta hipergordurosa.
Na comparação de peso entre os que receberam dieta normal e os que receberam a hipergordurosa, a diferença foi mínima (10%). Isso pode ser explicado, segundo ela, por dados encontrados na literatura que dizem que há interação entre gordura e o femproporex. ''Um diminui a absorção do outro, e não há ganho de peso, mas também não há diminuição'', avalia.
Pesquisa feita com camundongos nos laboratórios de biologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), cuja responsável é a professora Maria José Salles de Faria, também relacionou o femproporex com a malformação fetal. Publicado na revista científica Human & Experimental Toxicology, o estudo mostrou que os filhotes das fêmeas de camundongos que utilizaram a substância tiveram malformação, como rins de tamanhos inferiores ao normal.(C.P.)

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