Ratificada acusação contra militares por assassinato de Garzón
Bogotá, 18 (AE-ANSA) - O editor do jornal El Tiempo ratificou nesta quarta-feira (18) que a "extrema direita militar" foi quem assassinou sexta-feira o jornalista Jaime Garzón e anunciou uma resposta ao ministro da Defesa e aos cinco chefes das forças armadas, segundo os quais a acusação é uma "injúria e calúnia".
Durante uma marcha pela paz em Villavicencio, o jornalista Francisco Santos Calderon, editor do El Tiempo, reiterou em declarações a jornalistas que "não se retrata" das denúncias feitas domingo em sua coluna.
A cúpula militar pediu ontem a Santos Calderón que entregue à promotoria as provas com base nas quais atribuiu o assassinato de Garzón a uma ala militar direitista.
Santos Calderón - que é também diretor da organização não-governamental "País Livre" - antecipou que domingo responderá a todas as perguntas e às afirmações dos chefes militares.
Também hoje Rafael Pardo Rueda, ex-ministro de Defesa, revelou que há três meses Garzón disse ao então ministro da área, Rodrigo Lloreda, que o chefe do exército, Jorge Enrique Mora Rangel, "dizia publicamente ser amigo da guerrilha".
"O general Mora, comandante do exército, dizia publicamente ser amigo da guerrilha. Era evidente que Garzón sentia que seus passos incomodavam e fazia uma advertência séria", disse Pardo Rueda, segundo o jornal El Espectador.





