Rastreadores não interferem no organismo
Outra vantagem do novo método, segundo o chefe de pesquisa em diagnósticos por imagem da BSP em Berlim, Ludger Dinkelborg, é que as substâncias usadas como rastreadores não interferem no organismo, principalmente porque são injetadas em pequenas quantidades.
O uso de contrastes, necessários em alguns exames como a tomografia computadorizada (TC), a ressonância magnética (RM) ou mesmo o raio X, tem poucos, mas alguns riscos, segundo a médica radiologista Eloisa Amaral da Silva, de Santo André, membro do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
A médica explica que o contraste é importante para detectar lesões que não seriam vistas de outro modo, mas pede uma avaliação criteriosa do médico. Ela ressalta que desde o começo do século, quando começaram a ser usados, os meios de contrastes evoluíram, e as chances de efeitos colaterais diminuíram. Nos contrates iodados iônicos, por exemplo, que tinham 12% de chance de causar efeito colateral, a chance diminuiu para 3% com os não iônicos. E no contraste de RM, a chance de reação é de 0,07%. Os pacientes de maior risco para apresentar reação são os alérgicos e os com doença respiratória, cardíaca ou renal.
Hoje, a tecnologia evoluiu tanto, ressalta o médico radiologista Henrique Carrete Júnior, do Departamento de Diagnósticos por Imagem da Unifesp e do Hospital dos Servidores Públicos de São Paulo, que a radiologia já não é mais usada só para diagnóstico, mas é intervencionista. ''Hoje você pode usar produtos, por exemplo, para abrir um vaso fechado no cérebro, como se fosse um stent nas coronárias. E ainda tem a neuronavegação, que ajuda a mostrar o caminho certo ao cirurgião, onde você não se pode atravessar vasos ou estruturas importantes'', explica.(C.P.)
* A jornalista viajou a São Paulo a convite da Bayer Schering Pharma (BSP)





