Rapto ocorrido há 13 anos em Curitiba pode ter final feliz
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A polícia de Santos, Litoral paulista, está a um passo de solucionar o caso do rapto de uma criança, ocorrido há 13 anos, e devolvê-la para os familiares que moram em Curitiba. O exame de DNA das prováveis tias, Roseli de Rocio Machado dos Santos e Mônica Gusso e, ainda da suposta avó, Terezinha, irá revelar se a menina D.C.S. é a sobrinha e neta que desapareceu do Hospital Guilherme Álvaro, de Santos, no dia de seu nascimento.
O titutar da Delegacia de Investigações Gerais (Dig), da Baixada Santista, Gaetano Vergine, esteve ontem em Curitiba onde tomou depoimento da cabeleireira Roseli dos Santos. Ela procurou a polícia depois de acompanhar as notícias da prisão da doméstica Silvânia Clarindo Souza, 37 anos, que é acusada do rapto de duas outras crianças: F.F.L, raptado em abril de 2001 de um hospital estadual em Santos, e A.V., levado de um hospital no Guarujá, também no litoral paulista, em 1996. F.F.L. já está com os pais biológicos desde o dia 20 de janeiro e o outro menor ainda está sob a guarda do Conselho Tutelar.
Vergine relatou que duas outras meninas foram encontradas com Silvânia. Uma de dez anos e outra de 13. A mais nova teria sido vendida por R$ 4 mil. A mãe da criança foi encontrada e confirmou a versão da doméstica, mas disse que, no entanto, nunca recebeu o dinheiro. Faltava desvendar a origem da outra menor, raptada em 1990. ''Nossa dúvida era se a outra mãe havia dado a criança ou se ela havia sido subtraida'', afirmou o delegado.
O depoimento Roseli, segundo Vergine, confirmou que a menina foi raptada. A mãe, Márcia Aparecida Jeremias, que morreu em 1998, não teria dado a criança. O Instituto de Criminalística deve colher o sangue de Roseli, Mônica e Terezinha para fazer o exame de DNA. Roseli e Mônica foram ouvidas no 4º Distrito Policial. A provável avó, que estava no litoral do Paraná, deve prestar depoimento hoje.
Os casos, lembrou o delegado, estão sendo investigados há um ano e nove meses. O paradeiro das crianças foi descoberto depois de minucioso levantamento junto aos cartórios de registros das crianças declaradas como nascidas em casa. A doméstica Silvânia, afirmou Vergine, simulava a gravidez e raptava as crianças para depois pedir pensão aos supostos pais.


