Curitiba O relatório do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) aponta que a mortalidade por armas de fogo está crescendo em todas as faixas etárias e em grupos de gênero no Brasil. A maior parte dos casos assim como as taxas mais elevadas concentra-se nas capitais, em especial na população jovem do sexo masculino. A faixa etária entre 15 e 19 anos apresenta uma chance 13 vezes maior do que uma mulher na mesma faixa etária de morrer em decorrência de lesão por armas de fogo. Na faixa etária de 20 a 29 anos, essa chance sobe para 20 vezes.
A coordenadora do trabalho, Maria Fernanda Tourinho Peres, lembra que o jovem se expõe mais a situações de risco, permanecendo um tempo maior no espaço urbano. Uso de álcool e drogas também pode contribuir para a taxa mais elevada nessa faixa etária.
Além de trazer o perfil das mortes por arma de fogo no Brasil, o relatório do NEV aponta algumas medidas. Maria Fernanda diz que uma das possibilidades é investir na melhoria da qualidade das informações sobre os óbitos tanto nos órgãos ligados à Saúde quanto à Segurança Pública. Investir também em pesquisas nessa área, é fundamental, afirma a coordenadora.
Segundo Maria Fernanda, a diminuição do número de mortes por armas de fogo também dependem da redução da impunidade, no melhor preparo das polícias, geração de renda, diminuição das diferenças sociais, entre outros fatores. ''Violência não diz respeito só à segurança pública, também diz respeito à saúde, educação, cultura'', afirma.(A.D.C.)

mockup