Moscou, 14 (AE-AP) - O rapaz preso por ter esfaqueado um líder judeu russo admitiu que tratou-se de um ataque anti-semita
mas afirmou que não agiu em nome de nenhum grupo político. Nikita Krivchun, de 20 anos, afirmou à rede de televisão NTV que atacou Leopold Kaimovsky, diretor do Centro Cultural Judeu de Moscou, porque é contra o judaísmo. "Eu nunca encontrei esse homem antes, nunca o vi pessoalmente. Não tenho nada contra ele, não foi um ato de vingança contra ele. Foi um ato político", disse o rapaz neo-nazista. De acordo com a promotoria de Moscou, Krivchun - um estudante do segundo ano do curso de direito - provavelmente será acusado de tentativa de assassinato motivado por razões étnica, racial e religiosa. O líder judeu continua internado em estado grave num hospital da cidade. Kaiamovsky que foi esfaqueado no joelho, coxa, ombro, face e estômago - que provocou uma ruptura nos intestinos - foi submetido ontem (13) a uma operação de mais de seis horas de duração. De acordo com os médicos, ainda é muito cedo para dizer se a intervenção cirúrgica foi um sucesso.

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